Dizem que é bom começar o ano novo com um banho de cachoeira. Pois no último dia de ano 2008 resolvemos não correr riscos, e fomos tomar banho nas Cataratas do Iguaçu — na verdade, Iguazu, porque fomos do lado Argentino, que dizem ser o mais bonito (eu não conheço o lado brasileiro).
A viagem começou no Rio de Janeiro. Eu e a Carol fomos de carro até Curitiba, levando o Beethoven (o schauzer da mãe dela) de carona, já que a mãe dela tinha ido para Porto Alegre. O Beethoven, que tem nome de compositor clássico e não de cachorro de filme, é um dos cães mais sociáveis e tranqüilos do mundo, e foi viajando quietinho o percurso inteiro no banco de trás do carro. Só nas curvas que ele ficava um pouco com medo; nessas horas ele enfiava a cabeça debaixo da caminha dele e levantava o bumbum, o que lhe rendeu o carinhoso apelido de “filhote de avestruz” da minha parte.
Em Curitiba deixamos o Beethoven em um hotelzinho, e fomos no carro da minha mãe, com ela e meu pai, até Puerto Iguazu, na Argentina. Lá, depois de 10 horas de estrada, encontramos o marido da minha irmã e suas 4 mulheres (minha irmã, a mãe dele, e a irmã com a filhinha), que tinham ido no dia anterior de carro, além do meu tio Émerson e a Tita, que foram de avião.
Ficamos os 10 e meio em duas cabanas no Iguazu Jungle Lodge, um lugar super agradável. As cabanas eram espaçosas, todas com ar condicionado (inclusive na sala), móveis bons, utensílios de cozinha, laptop com internet wireless e uma varanda que dava para um rio, todo arborizado. Além disso o hotel tem uma piscina grande e um salão de jogos. É um lugar fantástico para se passar umas 2 semanas, descansando, tomando vinho e lendo bastante. (Meu sonho é tirar férias para ficar lendo o dia inteiro. Nada de caminhar, bater fotos, ver quadros; só ler.)
Lá passeamos em Ciudad del Este, onde comprei um Wii, e no dia seguinte fomos conhecer as Cataratas. As Cataratas são sensacionais, e as fotos não fazem jus a 1% da sua beleza — só mesmo ao vivo para entender a quantidade de água. O lugar é tão bonito que uma hora parei de tirar fotos e fiquei só olhando. Conhecemos as Cataratas por cima primeiro, a pé, e depois fizemos um passeio de barco que nos levou bem pertinho, a ponto de sairmos literalmente encharcados. Foi muito, muito bom, ainda mais com o calor que estava fazendo.
A ceia do Reveillon foi num hotel perto de onde estávamos, já que o nosso hotel não tinha jantar ou almoço. Tomamos um susto porque não conseguimos chegar no hotel: a rua estava bloqueada e a frente do hotel estava fechada por pneus em chamas. Descobrimos que era um protesto de alguns ex-funcionários do hotel, mas entramos e ceiamos sem problemas. Comemos e dançamos, mas, cansados das Cataratas, voltamos cedo para o chalé onde ficamos batendo papo até pegar no sono.
A volta no dia 2 foi cansativa. Pegamos chuva na estrada e chegamos já tarde da noite em Curitiba. No dia 4 foi a vez de pegar estrada para o Rio, novamente com o Beethoven. Mas a viagem valeu muito a pena, pelo tempo que passei com minha família, pelas Cataratas, ou até por ter conhecido um país novo, o Paraguai — mesmo que tenho sido Ciudad del Este!