Sexta-feira chegamos meio tarde — o avião atrasou, e demoramos pra nos acharmos com o RER e o metrô até o albergue. Deixamos as coisas no hotel e demos um pulo no Quartier Latin. Eu fui procurar a livraria preferida de mim e do meu pai mas, on the flip of a coin, ela não estava lá. Amanhã quero voltar lá para procurar melhor, e aí conto a história com mais calma.
Jantamos por lá; apesar da minha imensa vontade de comer um pita grego fomos para um restaurantezinho simpático comer um menu de 12 euros. A entrada foi uma sopa de cebola deliciosa, feita com vinho branco e pequenas bruschettas dentro. Meu prato principal foi um steak au poivre, em homenagem à minha mãe, enquanto a Carol comeu um escalope de peru com molho de champinhons. A sobremesa foi mousse de chocolate, e o tempo todo bebemos água da torneira pra economizar.
Ontem fomos para o D’Orsay (que eu não conhecia), Rodin (que eu acho fantástico) e Torre Eiffel. Ficamos a manhã inteira no D’Orsay, e a Carol se deliciou com os impressionistas — aliás, fica aqui a dica de começar a visita pelo nível 5 para ver os impressionistas com calma. Depois almoçamos uma baguete na rua, e caminhamos até o Rodin. Depois de ver o museu e passear pelo jardim fomos a pé até a Torre Eiffel. Subimos, vimos o pôr-do-sol, e descemos com a torre já iluminada.
De lá passamos no Les Halles, que apesar de movimentado não tinha nada, e resolvemos ir comer no Quartier Latin. A Carol fez a gentileza de me acompanhar num imenso pita bread regado, novamente, à água. De sobremesa, um merecido crepe de Nutella.
Hoje tentamos ir cedo ao Louvre, mas o cansaço da correira de hoje tornou difícil a tarefa de sair da cama. Como é primeiro domingo do mês os museus são de graça em boa parte da Europa, então o Louvre estava infernal. Vimos a Vênus de Milo, a Vitória Alada, a Mona Lisa, e depois de cumprir nossa obrigação com essas três obras ficamos passeando, num ritmo mais calmo e aproveitando melhor o museu.
Saindo do museu outra baguete como almoço, nas Tuilleries. Depois fomos para o L’Orangerie, um museu novo que eu ainda não conhecia. O obra principal são as ninféias de Monet, quadros imensos que rodeiam duas salas ovais e que retratam o seu jardim. As salas são fantásticas, e aproveitei pra sentar, descanar os pés e ler meu livro — afinal, não é sempre que se pode ler um livro rodeado de Monets. O L’Oragenrie ainda tem quadros de Cezanne, Reinoir, Picasso, que a Carol curtiu bem mais do que eu (eu sou fã de arte moderna).
De lá caminhamos toda a Champs-Elysée até o Arco do Triunfo. Subimos no arco, tiramos algumas fotos, vimos um pouco de uma celebração que estava acontecendo na base do Arco. Mas o frio e o cansaço fizeram a gente voltar mais cedo pro Albergue.
Na volta passamos num mercado e numa boulangeria, e compramos uma baguete, um camembert Président e um salaminho de peru fantástico para o nosso jantar. Hoje percebi que já lotei o cartão de memória da máquina com mais de 300 fotos, e esqueci o cabo da máquina pra baixar pro EEE (e subir pro Flickr). Amanhã vou ter que correr atrás de uma solução; ou um leitor de cartões USB, ou um cartão novo, ou um cyber-café para gravar as fotos em CD.
Bom saber que não sou mão-de-vaca sozinho, mesmo que implicasse em vocês beberem água de torneira. Hehehe
Bom passeio e disponibilize as fotos assim que conseguir transferí-las pra fora da máquina.
— Rafael · Oct 6, 01:20 AM · #
Ah! lendo os roteiros de vocês me dá uma enorme saudade de Paris, cidade que mesmo que você vá dez vezes continua querendo ir mais dez…
E aí, Beto, a Livraria sumiu novamente??
Realmente essa Livraria é um mistério.
Aproveitem bastante a viagem, mas não deixem de tomar um vinho nacional, mesmo que não seja em Restaurante, comprem num Supermercado e levem para o Albergue para o jantar com uma baguete e um Camembert.
Beijos e saudades…
Nereida
— Nereida Ferreira Neto R. de Almeida · Oct 9, 12:25 AM · #