Semana passada conheci o Cléo, meu vizinho. Cara legal, tranqüilo, gaúcho, trabalha com TI e gosta de escalada — ou seja, muita coisa em comum. Ele tinha conversado com a Carol no hall do prédio, e no sábado passou em casa para nos convidar para um jantar tailandês em Santa Teresa. Até pediu desculpas por convidar em cima da hora, quem sabe o próximo?, mas como a Carol andava meio desanimada e eu adoro tanto comida tailandesa como Santa Teresa, topei na hora.
E também porque tenho poucos amigos no Rio, e quero fazer mais. Mas é difícil fazer amizade a não ser em duas fases da vida: infância e faculdade. Depois disso perdemos a espontaneidade, cada um já tem sua vida engatilhada, seus amigos, etc., e fica complicado. Na faculdade eu me considerava amigo de todo mundo, e sempre na vida me dei bem em todos grupos (mesmo eu claramente pertencendo ao grupo dos nerds), mas depois de formado posso contar os amigos em uma mão.
(Aliás, a minha definição de amigo: é o cara que você pode chegar e dormir na casa dele sem avisar. Ou então o cara que aparece na hora de fazer mudança.)
Sei que fomos, e foi muito bacana. Comida boa, com direito a molho de amendoim (que eu achava se chama satay, mas pelo que vi satay é espetinho!) e sweet chilly. Muito bom, o lugar é um casarão fantástico, e passamos a noite conversando com uns amigos bem legais do Cléo. Muito legal mesmo.
Pra fechar o fim de semana gastronômico, no domingo ainda fomos comemorar o aniversário do Gilberto, e comemos um cassoulet delicioso. E o pior é que eu sempre levo minha máquina fotográfica, mas quando chego e vejo o Gilberto com a máquina (semi?) profissional dele eu resolvo ficar quieto no meu canto e pedir as fotos dele depois… mas sempre acabo esquecendo de pedir.