— Nossa, eu podia jurar que a lua estava crescente…
— Qual delas?
— Como assim?
— Qual delas estava crescente?
— Qual delas o quê?
— Você podia jurar que qual das luas estava crescente?
— Qual das luas?
— É, qual delas?
— Qual delas?
— Ai… você, hein? Depois reclama que eu não entendo as coisas…
— Huh?
— Deixa.
— Não, como assim, qual das luas? Se só tem uma?
— Como assim, só tem uma?
— Como assim?
— O que você tem hoje?
— Nada, é só que eu podia jurar que tinha visto a lua crescente… e agora ela está cheia.
— Mas qual delas?
— Eu não ‘tô entendendo… qual delas o quê?
— QUAL DAS LUAS ESTAVA CRESCENTE ANTES, COEUS OU CRIUS?
— QUÊ?
— Ai, meu deus… você hoje, hein?
— Coeus ou quê? Crius? Que é isso?
— Como quê isso?
— Huh?
— Huh?, huh?, huh?… você ‘tá retardado hoje?
— Crius? Coeus? Que é isso?
— Coeus é aquela lua ali e Crius é aquela outra ali. ‘Tá gagá?
— Duas luas?
— Não, d’oh! Claro que são duas luas!
— De onde apareceu isso?
— O quê?
— A segunda lua?
— Tem certeza que você ‘tá bem?
— TEM DUAS LUAS NO CÉU!
— E a água é molhada! Oh! Você andou bebendo, foi?
— Peraí, peraí, peraí… tem que ser um balão meteorológico. Ou publicitário. Ou um poste. Tem que ter uma explicação racional… perfeitamente lógica.
— Para as luas?
— É!
— Ah, a gente estudou isso na escola, lembra? Acho que foi um meteoro que bateu na Terra e tirou uns pedaços. Ou foi uma batida com Marte? Não lembro mais.
— Você ‘tá falando sério?
— Eu?
— É!
— Sim, acho que era isso mesmo… algo assim.
— Duas luas?
— Claro que duas luas, por quê?
— Quem é o presidente do Brasil?
— Quê?
— Só responde: quem é o presidente do Brasil?
— Lula, ué!
— E dos EUA?
— Bush.
— 11 de setembro?
— O atentado. O que tem?
— Quantos dias tem num ano?
— 365. Ou 366, depende. Por que essas perguntas?
— Quantas horas num dia?
— 24…?
— Técnico da seleção?
— Dunga.
— Sigh… certas coisas nunca mudam.